segunda-feira, 16 de julho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
10 de Junho 1962
Festa comemorativa do 10 de Junho, do ano de 1962. Foto tirada no dia 15 de Junho aquando da visita do Governador António Lopes dos Santos (1) ao ginásio do liceu. Uma exposição onde estavam representadas todas as províncias de Portugal. Nesta fota a minha irmã vestida de minhota, a bordar uma toalha de Viana do Castelo. A encarregada do evento era a Dra. Idalina Pires Alves da Silva, professora do 8.º Grupo – Educação Visual (na foto, com a esposa ??? do Governador e atrás, Dra. Fernanda da Mota Salvador, professora do 7.º grupo – Matemáticas e creio, na altura, Comissária Provincial da Mocidade Portuguesa Feminina em Macau).
(1) António Adriano Lopes dos Santos (1919-2009) governou Macau de 1962 a 1965.
Do blog http://nenotavaiconta.wordpress.com/ de Jorge Pereira
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Postal: início década 1960
Projecto do arquitecto Lucínio Cruz. Empreiteiros Yao Vo e Chui Tak Kei.
As obras começaram em 1956, nos aterros da Praia Grande, entre as avenidas Dr. Oliveira e Infante D. Henrique. Dois anos mais tarde ficou pronto.
Duas lápides colocadas na fachada (à esquerda, ao lado da enorme porta principal) atestam isso mesmo.
1) “Aos 28 de Maio de 1956 Foi lançada esta pedra angular governava a Província o almirante Joaquim Marques Esparteiro."
Duas lápides colocadas na fachada (à esquerda, ao lado da enorme porta principal) atestam isso mesmo.
1) “Aos 28 de Maio de 1956 Foi lançada esta pedra angular governava a Província o almirante Joaquim Marques Esparteiro."
2) "Este edifício construído dentro da primeira fase do Plano de Fomento foi oficialmente inaugurado aos 2 dias de Outubro de 1958."
sábado, 14 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Vista lateral: década 1960
Av. Inf. D. Henrique: Liceu à esq.; ed. D. Leonor ao centro; Campo dos Operários à dta...
ca. 1962-64. Imagem cedida por JD.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Vista em 1974
À esquerda vê-se o hotel Sintra em construção e à direra o estaleiro das obras da ponte Macau-Taipa inaugruada em Outubro desse ano.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Outubro de 1969
Arco comemorativo do Dia nacional da China em Outubro de 1969 - início da av. Inf. D. Henrique, vendo-se ao fundo à direita parte do ginásio do Liceu. Foto de Ou Ping.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Chop
Chop: Licença oficial. Expressão da gíria estudantil, significando a falta do professor, a qual é registada apondo-se o carimbo (chop) adequado no livro de ponto.
in Maquista Chapado de M.S. Fernandes e A. Baxter.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Perspectiva: década 1970
Destaca-se o edifício D. Leonor, a fachada do Liceu com a entrada para o ginásio, o hotel Lisbao e o edifício funcionários CTT. Poucos anos mais tarde o hotel Sintra (ao lado do edifício com a publicidade Seiko) iria 'tapar' esta perspectiva do Liceu.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
1991: Complexo Escolar
O Ricardo Trindade enviou um e-mail onde solicita contactos de antigos colegas do Liceu. Quem souber é favor enviar um e-mail para liceumacau@gmail.com
"Gostava de saber se, por acaso vocês teriam contactos ou saberiam como contactar pessoas que estariam no 11º e 12º anos dos anos de 1991 a 1993, infelizmente dos poucos nomes que ainda tenho presentes, alguns apenas as alcunhas ou sobrenomes, não tenho conseguido encontra-los, pessoas como o João Estrela, o "QG", o Falcão, o "33" e a Cláudia, o "Giga", etc. Qualquer ajuda que me pudessem dar seria bem vinda."
Zona do Porto Exterior onde se pode ver o Complexo Escolar à esquerda. 1991
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Festa no Liceu: Primavera de 1968
As fotos são deste senhor, AJMN Silva (hoje contra-almirante reformado e com a sua mulher ao lado), comandante da Polícia Marítima e Fiscal na época
Entre a assistência o governador Nobre de Carvalho
quinta-feira, 5 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
As aulas de OPAN...
As tardes quentes de aulas, no Liceu Nacional Infante D. Henrique de Macau, nos longínquos anos da década de70, do século XX, passadas a “filosofar” ou a jogar á “batalha naval” nas “sestas de química” ou por vezes a segurar a cabeça, para esta não cair, arrastando assim o resto do corpo sonolento, nas soporíferas lições do Bonifácio (livro obrigatório de Filosofia), corpo este, vítima de noites mal dormidas, a ouvir música ou a tentar imitá-las na guitarra de cordas de nylon, (mais baratinha para os nossos bolsos) para entrarmos no movimento de então – contestatário q.b.!
Aulas estas em que o nosso arrefecimento corporal era feito á base de ventoinha de tecto e já lhe chamavamos um figo! Por que será que me veio isto à memória, logo agora que vivemos os dias mais frígidos de Janeiro, contrastando seguramente com o calor lânguido do verão macaense! Serão traumas da juventude!? Os psicanalistas terão aqui, concerteza, “pano para mangas”! Adiante…que se faz tarde.
Mas foi precisamente nestes anos que começamos a aprender o “bê à bá” da política nacional, com um casal de jovens professores recém-chegados (e casados de fresco) de Coimbra, á mistura com algumas letras de músicas proibidas, do Zeca, do Adriano, do Chico Fanhais, do Sérgio, entre outros músicos nacionais, ditos de intervenção. Outra era nossa professora de OPAN, de ideias muito arejadas para a época. Para os mais jovens, recordo que OPAN, era uma disciplina obrigatória imposta pelo Estado Novo (Salazarista) no curso liceal – Organização Política e a Administrativa da Nação, que contava para a média final do antigo sétimo ano!
Éramos pois, logo bem novinhos, obrigados a decorar aquela “pasta amorfa” coisa horrível, que nos davam em doses semanais, mas sem convicção e até viria a ter o efeito precisamente contrário, ou seja, fazia com que a revolta em nós despertasse, nesses mesmos bancos da escola, com os nossos 16/17 anos. Recordo que a maioridade só se obtinha a partir dos 21 anos de idade e com ela o direito ao voto – ponto a que queria chegar!
Fomos pois iniciados nestas tardes bucólicas de imenso calor, muito anestesiados com doses de uma rançosa política administrativa corporativista, onde a democracia era coisa do tempo dos “gregos e troianos”, por conseguinte muito ultrapassada e pouco efectiva. E mais - política – era palavra interdita, não era para nós. NUNCA! Os conselhos que ouvíamos diariamente dirigidos aos nossos colegas e irmãos com um pé na Universidade era sempre – “não se metam no que não são chamados, por amor de Deus nunca não se metam na política, isso pode-vos custar muito caro e trazer-vos azar, para a vida inteira!”
Pois estes conselhos só nos serviam mesmo era para nos espicaçar e acabar por fazer o que era proibido - é sempre o mais apetecido, esse fruto!
Agora passados quase quarenta anos (1974) olhamos á nossa volta, nesta época de eleições Presidenciais e deparamo-nos com este alheamento frontal, ao dever cívico - ao direito ao voto - a um direito adquirido, com muita luta por vezes até à morte, sem eufemismos, e perguntamo-nos… será que valeu a pena?
Este fenómeno do absentismo, vencedor das eleições, em Portugal, poderão ser reflexo e consequência de muita coisa, mas sinceramente, mas talvez se tivessem sido obrigados a decorar o livrinho de OPAN, nas tardes quentes macaenses, não tinham perdido a noção e o rasto do que foi o passado. Agradeço assim a todos os meus mestres, que me abriram os olhos e me incutiram os princípios democráticos, apesar dos tempos rígidos e repressivos em que vivíamos e as consequências nefastas que esses ensinamentos lhes poderiam ter trazido.
Artigo da autoria de Luís Machado, antigo aluno do Liceu, publicado no Jornal Tribuna de Macau, 26-01-2001
Subscrever:
Mensagens (Atom)






































